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A aplicação de probióticos nos incubatórios prepara o sistema imunológico de aves

Em webinar, especialista da Biomin destaca a importância e os benefícios do uso precoce de probióticos multiespécies para melhorar o desempenho e o controle de doenças na avicultura.

Valenzuela explica que o período inicial é decisivo para as aves e representa de 16 a 20% do seu ciclo de vida. Logo após a eclosão, no primeiro dia, as aves sofrem influência interna e externa. Nesse momento, a higiene extrema pode afetar negativamente o seu microbioma e a resposta imune.  Outro fator estressante é a significante queda da temperatura corporal após a vacinação.  “O uso de medicamentos ou antibióticos promotores de crescimento também não são recomendados nesse período pois podem atrapalhar o desenvolvimento da microbiota benéfica da ave“, informa Luiz Valenzuela. 

Em um estudo realizado na Wageningen University (Holanda), o pesquisador Dirkjan Schokker concluiu que o uso de antimicrobianos em pintinhos de um dia afeta negativamente o desenvolvimento da imunidade intestinal. Isso ocorre devido à perturbação no equilíbrio da microbiota ao impedir a colonização de bactérias benéficas que estimulam a resposta imune.

O especialista explica que o uso de antimicrobianos é comum nos primeiros dias, quando os animais estão sob estresse, devido a fatores externos como a aplicação de vacinas e o transporte da incubadora para a granja. Nesse período os riscos para a saúde das aves são elevados. Porém, existem avicultores que lançam mão de rações com antibióticos promotores de crescimento que, em tese, deveriam diminuir a ocorrência de doenças oportunistas e melhorar a resposta imune. “Como o estudo comprovou o efeito é negativo, logo é preciso pensar em formas naturais de fortalecer as defesas das aves”.

O uso de probióticos multiespécies é uma solução natural promovendo a maturação do sistema imune das aves. Um estudo da Universidade da Geórgia (EUA) mostrou que a forma como a solução probiótica é aplicada também interfere na sua absorção. “A apresentação em gel se mostrou 30% mais eficiente na aplicação. Entre os benefícios do uso de probióticos ainda no incubatório está a hidratação (importante fator durante o transporte das aves), menor risco de disbioses e redução da mortalidade na primeira semana, melhor ação de vacinas, maior ganho de peso e uniformidade do lote“, afirma Luiz Valenzuela.

 A ação precoce dessas bactérias benéficas começa pela colonização de vilosidades intestinais, antes mesmo que as aves cheguem aos galpões. “E por que isso é importante? Na granja, as aves terão de lidar com patógenos desafiadores, como Salmonella spp. e E. coli., então, quanto antes forem colonizadas por bactérias que excluam competitivamente as bactérias patogênicas menores são os riscos de contaminação. Os probióticos multiespécies também auxiliam na acidificação do muco onde estão, com a produção de ácido lático que é extremamente benéfico até os 21 dias de vida. A produção de outros metabólitos também é favorecida, como o acetato, o propionato e o butirato. Este último é responsável por inibir a translocação de Salmonella spp dos cecos até o intestino delgado“, complementa Luis Valenzuela.

Fonte: Fabio Lu Huaqiang

Fonte: https://www.biomin.net/

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Milho e soja recuam nos EUA, diante de chuvas e quedas em outros mercados

O milho para dezembro fechou em queda de 2,75 centavos de dólar, a 5,5375 dólares por bushel

Os contratos futuros do milho e da soja dos EUA recuaram nesta segunda-feira, pressionados pelas chuvas benéficas no final de semana no cinturão produtor e pela fraqueza dos mercados de outras commodities, incluindo petróleo e ouro, afirmaram os analistas.

O trigo seguiu a tendência, com um dólar em alta aumentando esse sentimento baixista.

O milho para dezembro fechou em queda de 2,75 centavos de dólar, a 5,5375 dólares por bushel, e a soja para novembro fechou em baixa de 7 centavos de dólar, a 13,2975 dólares o bushel.

O trigo para setembro recuou 7,75 centavos de dólar, para fechar a 7,1125 dólares o bushel.

“As chuvas durante o fim de semana no centro dos EUA favoreceram as planícies centrais e o centro-oeste e o norte do Meio-Oeste. As chuvas recentes levaram a melhorias na umidade do solo… favorecendo o milho e a soja”, disse a empresa de tecnologia espacial Maxar em nota meteorológica diária.

Antes do relatório de progresso semanal da lavoura, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) às segundas-feiras, analistas consultados pela Reuters esperavam em média que as condições do milho e da soja seguiriam inalteradas em relação à semana anterior.

Os traders também esperam direções do relatório mensal do USDA de oferta e demanda, na terça-feira, em que o governo dos EUA deve diminuir as estimativas de produção e produtividade do milho e da soja dos EUA.

Fonte: https://www.aviculturaindustrial.com.br/

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Produtor otimiza uso da ração e melhora conversão alimentar das aves com manejo correto

BRF estimula que criadores reforcem ainda mais a atenção à climatização no inverno, assim com os controles dos comedouros, constantemente, para evitar desperdício do insumo.

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, está cada vez mais atenta ao uso racional da ração e vem reforçando orientações entre seus mais de 10 mil produtores integrados. Com a nova onda de baixas temperaturas que chega à Região Sul, essas medidas ganham ainda mais importância, pois além de ser uma ação sustentável que evita desperdícios, a melhor gestão deste insumo tem reflexo na rentabilidade e eficiência das granjas.

“Ter a máxima atenção à climatização dos aviários é uma das formas de melhorar a conversão alimentar de ração em carne. Estar atento à climatização e contar com comedouros bem ajustados são medidas eficientes e ao alcance de todos os produtores.”, explica Marcus Reginatto, gerente executivo da área de nutrição animal da BRF.

Manter as aves dentro da zona de conforto térmico permite que elas expressem todo seu potencial genético e sejam mais eficientes na transformação de ração em ganho de peso.  Se o aviário estiver em temperatura abaixo ou acima do ideal, as aves precisarão de mais alimentos para equilibrar a temperatura corporal. Por consequência, a energia consumida, que deveria ser direcionada ao crescimento da ave, é perdida.

Entre os exemplos de como o manejo adequado tem reflexos na conversão da ração em proteína está o trabalho desenvolvido pelo produtor Gilmar Chimento, de Marau (RS). Com diferentes ações, investimentos e controles mais modernos do aviário, ele melhorou em cerca de 25% a conversão alimentar nos últimos anos.

Produtor integrado há 26 anos, Chimento tem hoje 4,8 mil metros de galpões em dois aviários, que alojam 67 mil aves. Em 2015, ele modernizou e automatizou os espaços, otimizando a troca de ar, com vedação avançada e criando um microclima perfeito.

“Melhoramos a conversão de 1,9 quilo de ração para cada quilo de frango produzido para 1,5 quilo nos últimos anos. Isso com sistemas automatizados dos controles dos comedouros e da temperatura, com mais conforto aos animais e boa distribuição de água, o que ainda nos ajudou a reduzir o trabalho manual”, comemora Chimento.

Lonas adequadamente vedadas evitam a fuga de calor no frio, por exemplo, e por consequência, a propriedade irá demandar menos recursos em energia. Ou seja, o produtor terá um ganho duplo com o uso racional de rações e energia elétrica. Outro ponto que exige atenção é o manejo dos comedouros. Comedouros com abertura e/ou altura mal reguladas podem levar ao desperdício de ração na cama (conjunto de materiais utilizados para forrar o piso dos aviários) ou reduzir o consumo do alimento e, consequentemente, o crescimento das aves.

Para Reginatto, a união de esforços da indústria e dos produtores integrados é o melhor caminho para tornar as granjas cada vez mais eficientes e sustentáveis. “Evitar desperdícios, de qualquer tipo, é uma missão constante da BRF”, ressalta o gerente executivo da área de nutrição animal da BRF.

Fonte: https://www.aviculturaindustrial.com.br/

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Vendas aquecidas de ovos sustentam os preços, aponta Cepea

Alto valor das carnes favorece o consumo doméstico de ovos.

Após as altas observadas no início de julho, as condições favoráveis à venda de ovos e o controle da oferta sustentam os patamares de preços do produto.

Antes da porteira, as temperaturas mais baixas permitem melhor controle da produção, enquanto na ponta final, o alto valor das carnes favorece o consumo doméstico de ovos.

Mesmo com o avanço do mês, colaboradores do Cepea relatam nesta segunda-feira (19) que os negócios não se enfraqueceram, e os descontos na comercialização, que vinham ocorrendo mesmo em momentos de altas nos preços, diminuíram.

Fonte: https://www.aviculturaindustrial.com.br/

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Exportações de ovos mantém alta de 145,1% em 2021

Receita acumulada no semestre é 152,9% superior ao realizado em 2020

As exportações brasileiras de ovos (in natura e processados) acumularam alta de 145,1% no primeiro semestre de 2021, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No total, foram exportadas 5,6 mil toneladas neste ano, contra 2,3 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

As vendas do semestre geraram US$ 8,024 milhões, número 152,9% superior ao realizado nos seis primeiros meses de 2020, com US$ 3,173 milhões.

Considerando apenas o mês de junho, o volume mensal exportado chegou a 554 toneladas, dado 162,2% maior que as 211 toneladas exportadas no sexto mês de 2020. O resultado em dólares dos embarques alcançou US$ 1,016 milhão, que supera em 172,5% o desempenho do mesmo período do ano passado, com US$ 373 mil.

Os Emirados Árabes Unidos continuaram como destino principal das exportações, com 3,947 toneladas exportadas no primeiro semestre (+358,4% em relação ao mesmo período de 2020). Também se destacaram as vendas para o Japão, com 245 toneladas (+81,6%) e Omã, com 271 toneladas (sem comparativos relatados, com embarques iniciados recentemente). 

“O setor está direcionando seus esforços para as exportações de forma mais significativa neste ano, com o objetivo de reduzir os impactos gerados pelos custos de produção. São destinos com alto valor agregado, que se refletem em melhor desempenho em preço médio e mais rentabilidade, para amenizar as contas diante das altas históricas do milho e do farelo de soja”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Fonte: https://www.aviculturaindustrial.com.br/

Data: 20.05.2015
Local: São José do Rio Pardo, SP
Cliente: DBA / Agroceres
Assunto: Granja Grego.
Foto: Julio Bittencourt

Análise de Mercado: Preço do frango vivo sobe em praticamente todos os estados pesquisados

Semana de 03 a 09 de julho registrou um discreto aumento de preços em vários estados. Analistas acreditam que novas altas deverão ocorrer neste mês.

Com exceção de São Paulo, as cotações do preço do frango registraram pequenas altas na última semana e, segundo analistas, ainda há espaço para novos aumentos no mercado interno durante o mês de julho. Em relação às exportações, boas notícias: no primeiro semestre, foram embarcadas 2,244 milhões de toneladas, volume 6,53% maior que o mesmo período do ano passado e a expectativa de analistas é que os bons resultados se repitam neste semestre.

Dentre os estados pesquisados, Minas Gerais foi quem apresentou a maior elevação de preço do frango vivo na última semana, indo de R$ 5,55 para R$ 5,70, alta de pouco menos de 3%.

Santa Catarina teve uma pequena alta no preço, indo de R$ 3,50 para R$ 3,54% (+1,14%). Situação parecida com a do Paraná, onde houve uma elevação de 0,19%, fazendo assim com que valor do frango vivo chegasse a R$ 5,24.

Como já citado, São Paulo foi na contramão dos aumentos e registrou uma queda de 1,82%, fechando a semana passada com o preço do frango vivo em R$ 5,40.

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Assim como no caso do frango vivo, o estado de São Paulo, na semana de 03 a 09 de julho, registrou uma pequena queda no preço do ovo que foi de R$ 130,55 para R$ 129,77.

Em Minas Gerais, o preço do ovo subiu 4,35%, chegando a R$ 120,00. No Espírito Santo, a alta foi ainda maior, passando de R$ 117,00 para R$ 125,00.

Fonte: https://www.aviculturaindustrial.com.br/

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O fim do descarte de pintos machos?

De leis pioneiras a compromissos de grandes incubatórios, iniciativas ao redor do mundo indicam que o descarte de pintos machos na indústria de ovos tem seus dias contados.

Profissionais e organizações dedicadas ao bem-estar de animais de produção colocam em pauta o problemático descarte de pintos machos na cadeia produtora de ovos há décadas. No entanto, a indústria hesita em cessar esta prática, argumentando que não existem alternativas viáveis e acessíveis para substituir os atuais métodos. Porém, movimentos recentes em diversos países indicam que talvez esta mudança não seja opcional por muito tempo.

Na União Europeia, a diretriz (EC) nº 1099/2009 permite o método de trituração para descarte dos machos desde que cause a morte imediata dos pintos e seja feito no máximo 72 horas após eclosão. Em 2019, a Suíça baniu o método de trituração, mas ainda permite que os animais sejam descartados com uso de gases (asfixia por monóxido de carbono). Em 2020, França e Alemanha anunciaram a intenção de banir o descarte de pintos machos até o final de 2021 e, em maio deste ano, a Alemanha se tornou o primeiro país a banir legalmente a prática, a partir do primeiro dia de 2022. Esta lei “virou a ampulheta” para o restante do mundo e deu início a uma corrida tecnológica em busca de alternativas. Além destas iniciativas no âmbito regulatório, diversos países europeus já comercializam uma

categoria especial de ovos: os cull-free eggs, ou seja, ovos oriundos de cadeias que não praticam o descarte de pintos machos.

Nos Estados Unidos, em 2016, a United Egg Producers anunciou que planejava encerrar o descarte de pintos machos até 2020. Porém, no ano passado a cooperativa anunciou que ainda estava em busca de uma alternativa comercialmente viável, mas que o objetivo é alcançável através de tempo e pesquisa. Como outra iniciativa importante, a USPoultry investiu cerca de U$100.000 em startups e instituições de pesquisa buscando opções para encerrar o descarte de pintos machos.

No Brasil, a realidade não parece estar tão distante. Além de ações de organizações defensoras do bem-estar de animais de produção e de esforços da academia e indústria para desenvolver alternativas viáveis, alguns projetos de lei estão em andamento, visando banir os principais métodos empregados para descarte de pintos machos.

Em tramitação desde 2015, o PL 1045/2015 propôs proibir no estado de São Paulo o descarte de aves através dos métodos de trituração, eletrocussão, sufocamento e qualquer outro meio cruel. Outro projeto de lei, o PL 4697/2016, também almejou encerrar o descarte de pintos machos em estabelecimentos avícolas de postura comercial através de trituração, sufocamento ou qualquer outro método cruel. Desta vez, a aplicação da proposta seria a nível nacional. O mais recente projeto de lei, de 2021,

foi desenvolvido em parceria com as organizações não governamentais Animal Equality Brasil, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Sinergia Animal e Mercy For Animals, que formam a Coalizão de Proteção Animal. O PL 256/2021 visa retomar a discussão e proibir, no estado de São Paulo, o descarte de pintos machos por meio de trituração, eletrocussão, sufocamento ou outros métodos similares. Ainda, adiciona que incubatórios e empresas de genética terão o prazo de 1 ano para se adequarem, uma vez que houver tecnologia de sexagem in ovo disponível no mercado. Nestas condições, o descarte dos ovos deverá ser feito até o sexto dia após o início da incubação.

No geral, a indústria também não apoia a prática. Além da polêmica no âmbito da crueldade animal, o descarte anual de bilhões de pintos machos, que compõem aproximadamente metade das aves nascidas, é um processo ineficiente e oneroso. O grande limitante para avançar é a disponibilidade de alternativas.

Dentre as opções desenvolvidas até o momento, a sexagem in ovo é a mais difundida. Existem diversos métodos para determinar o sexo da ave ainda no ovo, desde o uso de biomarcadores, genotipagem por PCR, análises hormonais e até técnicas fotônicas. Há, também, um grande argumento a favor das linhagens de dupla aptidão, possibilitando a produção de carne e ovos e assim eliminando a necessidade de selecionar um dos sexos das

aves. Porém, do ponto de vista de eficiência zootécnica e considerando o nível de especialização que a genética avícola atingiu, esta não é uma opção muito atraente. Diversos pesquisadores têm investido em projetos para inovação nesta área e a expectativa é de que novas tecnologias alavancarão este processo de mudança.

Assim como o movimento cage-free para poedeiras, que partiu da ponta da cadeia e transformou mundialmente a indústria de ovos, espera-se que o mesmo impacto seja observado no movimento contra o descarte de pintos machos. A questão não é mais “se” esta mudança ocorrerá, e sim “quando”. O fato é que a prática tem seus dias contados e as cadeias produtoras de ovos no mundo inteiro deverão se renovar.

Fonte: Leia mais sobre esse assunto em https://www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/o-fim-do-descarte-de-pintos-machos/20210707-120237-H827?fbclid=IwAR3JmyRhvmnEy38eh2C-gpLl5hzmyL1dVv75EUgcUwuBH18itNWr_LQYvHQ

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Controle de Salmonella na granja também é questão de saúde pública

Salmonella Infantis e outras do grupo C apresentam índices de isolamento cada vez maiores.

As Salmonellas estão amplamente presentes no ambiente, mas seu habitat natural é o trato intestinal dos seres humanos e animais. As perdas geradas por este patógeno vão muito além da produção, pois representam um potencial risco à saúde pública.

As características de gravidade da infecção variam de acordo com a variante da Salmonella envolvida e com a espécie, pois sabemos que algumas Salmonellas provocam sintomas clínicos apenas em determinados hospedeiros. Podemos citar a S. Gallinarum, que provoca doença clínica nas aves, porém tem pouca importância em seres humanos. O oposto acontece para as Salmonellas paratíficas, que, na maioria das vezes, não causam nenhum sintoma clínicos nas aves, sendo, contudo, extremamente importantes em termos de saúde pública.

A contaminação de alimentos de origem avícola é tema recorrente quando falamos sobre infecção em humanos e merece atenção devido à elevada frequência e gravidade. O controle da Salmonella tornou-se parte fundamental para manutenção e ampliação da cadeia da avicultura.

Os sorovares (ou variantes sorológicas) Enteritidis e Typhimurium são frequentemente relacionados à contaminação em produtos de origem animal e infecções em humanos, entretanto existe crescente preocupação com outros sorogrupos – tais como Heidelberg, Senftenberg, Infantis e Minnesota. Entre as Salmonellas paratíficas mais isoladas de aves no Brasil, o sorovar Minnesota tem se destacado pela alta prevalência em amostras de frangos e, juntamente com o Infantis, vem mostrando sinais de perenização nas granjas, como aconteceu com a Heidelberg anos atrás.

A diversidade de sorogrupos torna o controle uma missão árdua, pois os programas abrangentes, por ser complexos, acabam tendo fragilidades. E isso é normal! Por isso, a necessidade de ter vacinas como parte complementar do programa de biosseguridade. As vacinas elevam a barreira sanitária e ajudam a perpetuação de Salmonellas transitórias nas granjas.

Os estudos epidemiológicos demonstram que existe uma dinâmica de adaptação e substituição entre os sorovares. Durante alguns anos, os sorovares Salmonella Enteritidis e Salmonella Typhimurium destacavam-se. Entretanto, em algumas regiões já ocorre substituição destes por S. Minnesota, S. Tenesse, S. Infantis ou S. Mbandaka, por exemplo.

O aumento crescente do número de refeições fora de casa também fez crescer os casos de notificação de surtos de toxinfecção alimentar em seres humanos, e os casos de infecção por Salmonella, embora costumem atrair a atenção da mídia, são frequentemente subnotificados. Estima-se que cerca de 80% dos casos não são sequer diagnosticados.

A contaminação dos produtos de origem animal pode ocorrer em diferentes etapas do processo produtivo e os estudos epidemiológicos e estratégias de autocontrole permitem que ações sejam tomadas em cada etapa de maneira mais específica e eficiente.

Dentre os sorogrupos que demonstram crescimento na frequência de isolamento, as Salmonellas do grupo C, em especial a S. Infantis, merecem atenção adicional, pois estão frequentemente associadas a casos de infecção em seres humanos e multirresistência a antibióticos.

O uso de vacinas multivalentes (B, C e D) aumentam as barreiras sanitárias e é uma arma eficiente neste combate, em um mercado no qual consumidores exigem cada vez mais segurança microbiológica nos produtos de origem animal, a agroindústria precisa ser incansável na busca de melhorias para atender as expectativas da população. As Salmonellas são patógenos impossíveis de erradicação e suprir a demanda do mercado consumidor só é possível por meio de monitoramento sanitário, implantação de programas de biosseguridade e vacinação das aves.

*Por Eva Hunka, médica veterinária pela UFRPE, mestre em medicina veterinária preventiva pela Unesp e gerente de negócios biológicos da Phibro Saúde Animal.

Fonte: https://www.agrolink.com.br/

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De onde vem o que eu como: além da alimentação, ovo é matéria-prima para a produção de vacinas

Este uso não é novo, mas ganhou destaque com a fabricação de imunizantes contra o coronavírus, como a ButanVac, do Instituto Butantan, que ainda está sendo testada. Veja como são as granjas que atuam no setor, o aumento do preço do ovo, além de mitos e curiosidades.

Mexido, frito ou cozido, o ovo é um alimento popular na mesa do brasileiro, usado em receitas caseiras e por indústrias para fabricar pães, massas, maioneses e bolos.

É também matéria-prima na fabricação de antígenos e vacinas para animais e humanos, como nos imunizantes contra a gripe e a febre amarela.

Apesar deste uso não ser novidade, ele ganhou destaque com a produção de vacinas contra o coronavírus, como a ButanVac, do Instituto Butantan, que ainda está sendo testada e que, se aprovada, será o primeiro imunizante contra a Covid-19 produzido no Brasil que não requer insumo importado.

Abacate, café e caju: descubra de onde vem os alimentos
QUIZ: Sabe tudo sobre ovos? Teste os seus conhecimentos
No mundo, o Brasil ocupa o 5º lugar entre os maiores produtores de ovos, atrás da China, Estados Unidos, Índia e Indonésia. O foco é o mercado interno e, por isso, somente 0,3% é exportado, com destaque para o Senegal, Paraguai, Peru e Emirados Árabes, mostram dados do Ministério da Agricultura.

No total, são 174 milhões de galinhas poedeiras que produzem 53,5 bilhões de ovos, segundo dados de 2020 da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Um terço vem do estado de São Paulo, maior fornecedor do alimento no país, seguido do Espírito Santo, Minas Gerais e Paraná. Por ano, as granjas do país faturam, em média, R$ 16 bilhões no mercado interno e US$ 48 milhões na exportação.

No ano passado, o consumo anual de ovos no Brasil bateu recorde histórico de 251 unidades por pessoa, impulsionado, em parte, pelo encarecimento da carne bovina, que fez o consumidor buscar por proteínas mais baratas. Apesar disso, o preço do ovo já subiu 8% este ano, puxado pelo alta dos custos de produção do setor.

Fonte: https://g1.globo.com/

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Especial Saúde Avícola / Postura: prevenção, cuidados e avanços são destacados por especialistas

-> A avicultura precisa prevenir as aves de infecções causadas por vírus ou bactérias, e neste sentido, cada realidade epidemiológica nos desafia a desenvolver junto aos médicos veterinários das empresas o que consideramos “imunidade adequada” para os planteis.

-> Cada etapa da evolução das vacinas aviárias veio acompanhada de grandes melhorias na produção e nos índices de eficiência zootécnica. Vacina não é melhoradora de desempenho, mas uma ave bem protegida tem condições de expor seu potencial genético e nutricional.

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Fonte: Revista do OvoSite
Autor: Redação